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DO
COLARES
Colares, reclinada sobre duas colinas da Serra de Sintra é região
demarcada desde 1908.
Ignora-se quando se plantaram aqui as primeiras vinhas, no entanto, sabe-se
que D.Afonso III pretendeu desenvolver a cultura da vinha na região,
pois na doação que em 1255 fez do Reguengo de Colares a Pedro
Miguel e a sua mulher Maria Estêvão, obrigou estes a plantar
as videiras que ele mandara vir de França. Vê-se, assim, que
desde o século XIII, o vinho de Colares tem carta de nobreza, o
que o levava frequentemente às mesas reais.
As vinhas desta região apresentam características muito peculiares
devido à sua proximidade do mar e ventos marítimos muito
fortes.
Colares, pela sua natureza geológica, divide-se em duas sub-zonas:
"Chão de Areia" (região das dunas) e "Chão Rijo" (solos
calcários, pardos de margas ou afins). As características
únicas do vinho de Colares devem-se às castas, solo e clima
temperado e húmido no Verão e, ainda, ao facto de 80% da
vinha estar instalada em "chão de areia", respeitando a prática
tradicional de "unhar" a vara de "pé franco" no estrato subjacente
à camada de areia.
A casta característica
e dominante que produz o inimitável vinho de Colares é o
Ramisco, que no foi afectada pelo ataque da Filoxera no fim do século
XIX, em virtude de os seus terrenos arenosos, não terem permitido
a penetração do insecto. |